Por que as pessoas odeiam seus chefes?

O livro de Bruce Katcher, que tem o mesmo nome que este artigo, cita diversos dados sobre pesquisas aplicadas por sua empresa sobre por que as pessoas odeiam seus chefes e possíveis soluções. Selecionei alguns deles para comentar.

Muitos funcionários acreditam que são tratados de forma desrespeitosa por seus chefes, seja como crianças ou escravos. Parece exagero falar em escravidão, mas se pararmos para pensar, isso é o que acontece em muitos locais de trabalho: funcionários acorrentados, com pouca liberdade para controlar o cotidiano ou a carreira, dominados porque o empregador controla o que fazem, o momento e o lugar.

Apesar de receberem remuneração, benefícios e de terem a liberdade de deixar o emprego, não querem deixar os colegas ou a segurança de ter um trabalho. Neste sentido, a solução é respeitar a privacidade dos funcionários.

Há chefes que espionam tudo o que podem sobre o funcionário, mas se existir uma desconfiança é melhor registrar os problemas, conversar ou tomar providências. Os funcionários devem ser tratados como parceiros e de forma honesta.

Estimular a independência e fornecer mais oportunidades para que façam sugestões e encontrem soluções para atividades também é extremamente benéfico.

Não ter o decisão de que precisam para realizar bem o trabalho também é frustante. Chefes controladores, que fazem microgerenciamento, interrompem demais ou não dão chances ao colaborador são extremamente mal vistos.

É preciso que os gestores aprendam a delegar, que os gerentes sejam treinados e avaliados, que iniciativas de sucesso sejam compartilhadas e, principalmente, que o gerentes se coloquem no lugar do funcionário sempre.

Não se sentir livre para expressar abertamente sua opinião também é um problema.

Quando isso acontece as boas ideias deixam de vir à tona, problemas não são detectados, informações importantes não são compartilhadas com as pessoas que deveriam, grupos tomam decisões falhas, muito tempo é gasto em reuniões improdutivas, relacionamento entre gerentes e funcionários se deteriora e a motivação cai. É preciso proporcionar um clima de abertura, valorizar a iniciativa, usar o reforço positivo, aprender a ouvir e adquirir o hábito de fazer revelações.

Ao sentir que o seu empenho não é valorizado e que seus gestores não reconhecem quando tomam boas decisões, assumem riscos prudentes, fazem importantes contribuições em reuniões ou apresentam ideias inovadoras. Para contornar, é preciso reconhecer individualmente o colaborador, reconhecer o empenho imediatamente, ensinar os supervisores a fornecer feedback positivo e a alta gerência deve servir de exemplo.

Perceber que a gerência não ouve é um grande problema. Acreditar que uma “caixa de sugestões” resolve, é o mesmo que dizer que não se está nem ai para o que pensam. É preciso promover a circulação de sugestões e contornar a hierarquia, pois muitas vezes os supervisores não transmitem as sugestões dos funcionários às altas gerências.

Chefes que não motivam são outro problema. O motivo pode estar na dificuldade de gerenciar, no fato de às vezes as organizações promoverem quem bate metas de vendas, por exemplo, mas não tem habilidades interpessoais e de liderança, nas práticas de contratação inadequadas, na falta de reconhecimento dos bons gerentes e também pela falta de treinamento. As soluções para este caso são tratar o funcionário com respeito e dignidade, envolvê-los nas decisões, comunicar com clareza as atribuições e escutar.

Mais um motivo que leva as pessoas a odiarem seus chefes é o fato de alguns deles não passarem as informações necessárias para o funcionário fazer bem seu trabalho. É necessário que se analise quais são as informações necessárias para a função, eliminar o sigilo do que não precisa ser guardado a sete chaves, fornecer informações sobre a satisfação do cliente e trabalhar as habilidades de comunicação dos supervisores.

Acreditar que a qualidade dos produtos e serviços da sua organização é péssima é um ponto muito desmotivador. Em alguns casos, mesmo apontando problemas de produção, por exemplo, os supervisores não se importavam e ordenavam que o processo continuasse igual. Ao ver que a gerência não se importa, o funcionário vai aprender a não se importar também.Continuamente os problemas apontados devem ser investigados, deve existir um compromisso com a qualidade e admitir quando existir um problema. Os funcionários devem receber dados sobre a satisfação dos clientes e identificar o que é importante para ele.

O tempo gasto em reuniões excessivas e desnecessárias é mais um fator que contribui para se odiar chefes. As reuniões tem funções úteis e são uma oportunidade para comunicação e cooperação Entretanto, é comum que as pessoas cheguem atrasadas, não fiquem até o final, que o momento demore mais do que deveria ou atrase para terminar, que pessoa sejam convocadas sem necessidade, que se imponham coisas. Reuniões são caras e devem ocorrer quando puderem ser produtivas.

Estes são apenas alguns pontos que selecionei deste livro, mas recomendo a leitura, pois existem muitos outros mais e o bacana é que o autor indica possíveis soluções para cada uma delas.

Autor: Flávia Gamonar via LinkedIN

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